Depender só do marketplace tem um custo que vai além da comissão
Muita gente abre o iFood pensando que está resolvendo o delivery. E no começo, resolve mesmo — tem audiência pronta, logística terceirizada e zero investimento em marketing. O problema aparece quando o restaurante cresce e a comissão começa a pesar de verdade.
Um marketplace cobra entre 12% e 27% por pedido. Num restaurante que fatura R$ 25 mil por mês no delivery, isso significa entregar até R$ 6.750 todo mês pra plataforma. Em doze meses, são mais de R$ 80 mil que saem do seu caixa — sem contar que os dados dos seus clientes ficam com eles, não com você.
Você não sabe o nome, o telefone nem o histórico de compra de quem pediu ontem. Se o algoritmo mudar ou a plataforma aumentar a comissão, você está na mão.
É por isso que ter um canal próprio de delivery deixou de ser diferencial. Virou proteção.
Antes de sair do marketplace, monte sua estrutura
Abandonar o iFood do dia pra noite sem ter um canal alternativo rodando é trocar um problema por outro. A estratégia certa é construir o delivery próprio enquanto o marketplace ainda traz volume — e, com o tempo, inverter a proporção.
O passo a passo abaixo funciona exatamente assim: você monta a estrutura sem parar de vender.
1. Revise o cardápio pensando em entrega
O primeiro erro de quem monta delivery próprio é jogar o cardápio do salão sem adaptação nenhuma. Nem todo prato viaja bem.
Priorize itens que chegam no mesmo estado em que saíram da cozinha: embalagem que segura molho, montagem que resiste ao transporte, tempo de preparo que não complica a fila. Cardápio enxuto e bem executado bate cardápio extenso com execução fraca toda vez.
Uma dica que funciona muito bem: crie combos ou itens exclusivos para o canal próprio. O cliente vai ter um motivo concreto pra pedir direto em vez de abrir o app do marketplace. E você consegue trabalhar melhor a margem nesses itens, já que não tem comissão sugando a conta.
2. Escolha uma plataforma de pedidos que seja sua
Essa é a peça central. Você precisa de um sistema onde o cliente faz o pedido pelo celular, sem baixar app de terceiro, com a sua marca, seu preço e seus dados.
A Cardápiofast oferece exatamente isso: um cardápio digital com link próprio, pedido online e pagamento integrado. O cliente acessa pelo celular, monta o pedido em segundos e conclui sem fricção. Do lado de cá, o pedido entra direto no sistema, sem precisar de atendente no WhatsApp anotando item por item.
Você recebe o valor integral — sem comissão por pedido — e o cliente fica cadastrado no seu sistema. Da próxima vez, você pode acionar ele diretamente.
3. Organize a cozinha para não travar no pico
Canal próprio funcionando e cozinha sem organização é receita pra atraso e avaliação ruim. Delivery e salão disputam a mesma linha de produção, e quando os pedidos chegam juntos, sem visibilidade clara, a equipe perde o controle.
Algumas práticas que resolvem isso:
- Separe visualmente a fila de pedidos do delivery da fila do salão. Pode ser uma tela, um display, ou até um quadro físico — o que importa é a equipe saber exatamente o que está em preparo e o tempo de cada pedido.
- Defina um tempo limite de preparo por item e treine a equipe nisso. Pedido atrasado no delivery próprio é mais grave do que no marketplace: no marketplace o cliente culpa o app; no seu canal, ele culpa você.
- Monte uma estação de embalagem padronizada. Parece detalhe, mas checklist simples de conferência reduz erro e reclamação.
4. Resolva a logística sem se complicar
A parte que mais assusta na hora de montar delivery próprio é a entrega. Mas existem caminhos mais simples do que parece.
Entregador fixo funciona bem para raios curtos, até 5 km. Custo previsível e controle total do tempo de entrega.
Entregadores por demanda — plataformas como Bee Delivery, Mottu ou 99 Entrega — permitem chamar um motoboy por corrida sem vínculo empregatício. Bom pra quem ainda não tem volume constante.
Modelo misto é o que a maioria dos restaurantes acaba adotando: entregador próprio no horário de pico e plataforma para cobrir o excedente.
Comece pelo raio menor. É melhor entregar rápido perto do que demorar e perder o cliente no primeiro pedido. Vá ampliando conforme a demanda crescer.
Sobre o frete: seja transparente. Defina uma taxa por faixa de distância ou absorva parte no preço do prato e ofereça frete grátis acima de determinado valor. Essa segunda opção tem um efeito colateral positivo: aumenta o ticket médio de forma natural.
5. Divulgue — porque ninguém vai descobrir sozinho
Esse é o ponto onde a maioria trava. O sistema está pronto, mas o cliente não sabe que existe.
A divulgação do canal próprio precisa ser ativa, constante e estar em todo lugar onde o cliente te vê.
No WhatsApp: coloque o link de pedido no status, na bio e configure uma mensagem automática de boas-vindas com o link do cardápio. Se você usar o cardápio digital da Cardápiofast, o cliente já cai direto no pedido, sem precisar de atendente.
No Instagram: link na bio, stories com frequência, destaques explicando como pedir. O roteiro mais simples que funciona: grave um vídeo de 30 segundos mostrando como é fácil pedir direto. Publica e repete.
No salão e nas embalagens: QR code em todo canto — na mesa, no balcão, no saquinho e na caixa. Quem pediu pelo iFood hoje pode pedir direto amanhã. A embalagem é o melhor ponto de contato que você tem com esse cliente.
Promoção de primeira compra: desconto ou brinde exclusivo pra quem pedir pelo canal próprio pela primeira vez. Você pode dar esse desconto e ainda sair no lucro, porque economizou a comissão.
6. Precifique de forma que o canal próprio seja vantajoso pro cliente
No marketplace, a maioria dos restaurantes sobe o preço pra compensar a comissão. No canal próprio, você pode — e deve — ser mais competitivo.
O raciocínio é direto: se um prato custa R$ 40 no iFood e você paga 23% de comissão, recebe R$ 30,80. No seu canal, vende a R$ 36 e recebe R$ 36 limpos. O cliente paga menos, você ganha mais.
Esse argumento é o que vai convencer o cliente a pedir direto. Não esconda: comunique de forma clara que pedir pelo seu canal sai mais barato. "Peça direto e economize" é uma frase que funciona.
7. Fidelize quem comprou direto
Atrair o cliente pro canal próprio é metade do trabalho. A outra metade é garantir que ele volte sem precisar do marketplace.
Com os dados do cliente no seu sistema, você tem o que falta no marketplace: nome, telefone, histórico de compra. Use isso.
- Cashback é a estratégia com melhor retorno comprovado. Crédito pra próxima compra cria um ciclo de retorno sem custo de aquisição.
- Mensagem pós-pedido agradecendo e pedindo avaliação. Poucas coisas constroem reputação mais rápido e quase ninguém faz.
- Recomendação personalizada baseada no histórico. Quem pediu hambúrguer três vezes provavelmente quer saber quando você lançar um combo novo.
Fidelização no canal próprio tem custo muito menor do que aquisição via marketplace — e o cliente que volta por escolha vale muito mais do que o que voltou porque o algoritmo te mostrou.
Quando manter o marketplace em paralelo
A resposta quase sempre é: sim, mantenha — mas mude o papel que ele ocupa.
O marketplace é excelente pra aquisição. Gente que nunca ouviu falar do seu restaurante vai te descobrir por lá. O erro é tratar isso como canal permanente e deixar toda a margem na mão da plataforma.
Use o iFood como vitrine de entrada. Quando o pedido sair, inclua material físico direcionando pro canal próprio: QR code, cartão com cupom, adesivo. O objetivo é que o cliente faça o primeiro pedido pelo marketplace e todos os outros diretamente com você.
Com o tempo, a curva inverte. O canal próprio cresce, a comissão total paga ao marketplace cai e a margem vai aparecendo no resultado todo mês.
Comece com o que você já tem
Delivery próprio não exige meses de planejamento nem investimento pesado. Exige começo.
Cardápio enxuto, link de pedido ativo, um entregador e divulgação nos canais que você já usa — isso é suficiente pra validar a operação. Meça o resultado toda semana. Ajuste um ponto por vez. Em três meses, você tem um canal sólido.
A Cardápiofast tem tudo que você precisa pra sair do zero: cardápio digital com link próprio, pedidos online, pagamento integrado e sem comissão por venda. Se quiser ver como funciona na prática, acesse cardapiofast.com e teste.